RAÍZES

RAÍZES

Viagem pelas terras dos editores de blogs

25.5.04

PORTO



A Invicta - A Cidade onde nasceu o Mário Nuno.

O Porto é a segunda maior cidade de Portugal e é considerada a capital do Norte do País. Está localizada na margem direita do rio Douro, próximo ao Atlântico.
A cidade tem cerca de 350 mil habitantes, mas a área metropolitano do Porto tem aproximadamente 1.2 milhões de habitantes.
O Porto é um centro de grande importância comercial e industrial, é servido por um aeroporto internacional situado a 13 km do centro da cidade e por um porto de mar, artificial: o porto de Leixões.
O Porto é uma povoação antiga. A presença humana remonta à Era do Paleolítico Superior. O nome da cidade deriva da palavra "portus", palavra que os romanos juntaram ao topónimo "cale", (abrigo): "porto de cale" (a raiz do nome "Portugal"). A partir dos princípios do século XII, a cidade designa-se apenas por "Portus", Porto.
O Porto foi o berço do Infante D. Henrique, O Navegador, e teve um papel activo na expansão ultramarina. Na história nacional distingue-se pelo seu sentido de independência e amor à liberdade. Aqui teve lugar a Revolução Liberal (1820) bem como a primeira tentativa de implantação da República (Revolução de 31 de Janeiro de 1891).
Na Arte afirma-se, sobretudo, pelas numerosas igrejas barrocas e pela riqueza da sua talha dourada e dos seus azulejos.
O nome desta cidade é largamente conhecido no mundo, graças ao vinho do Porto, vinho generoso, cultivado e produzido nas margens escarpadas do rio Douro, no interior norte de Portugal e é envelhecido em pipas de madeira de carvalho nas caves situadas na zona ribeirinha do Porto.


O Porto de A a Z


O Vinho do Porto


As freguesias do Porto são: Ramalde, Lordelo do Ouro, Nevogilde, Aldoar, Foz do Douro, Massarelos, Paranhos, Cedofeita, Miragaia, Victória, São Nicolau, Santo Ildefonso, Sé, Bonfim e Campanhã.


* Fotografias 1
* Fotografias 2


A Cidade das Pontes


Gastronomia
Os habitantes do Porto são conhecidos como Tripeiros, devido aos sacrifícios que fizeram para ajudar o exército que conquistou Ceuta em 1415. Diz-se que eles deram toda a comida boa às tropas e apenas ficaram com a tripa para comer. Por essa razão, actualmente, um dos pratos mais tradicionais da cidade são as "tripas à moda do Porto".


Museus

* Serralves

* Soares dos Reis


"O Porto é o Maior, carago!"

O Futebol Clube do Porto, fundado em 1893, é a mais importante instituição desportiva da cidade do Porto e do Norte de Portugal; é a bandeira que leva o nome da cidade aos quatro cantos do Mundo. É também, neste momento, a mais importante instituição desportiva do país, sendo um dos clubes de maior prestígio na Europa e no Mundo.
Mas na cidade existem mais dois Clubes com pergaminhos históricos: O Boavista e o

Uma terra especial



Sortelha localiza-se a 30 Km da Covilhã entre o Parque Natural da Serra da Estrela e a Reserva Natural da Serra da Malcata. Situada num cabeço granítico, inacessível pela vertente Sul . Integra o núcleo urbano da Aldeia Histórica, cercada pela linha muralhada. O castelo ocupa o local mais elevado no cimo de um penhasco isolado.
Em 1228, teve carta de foral (D. Sancho II) sendo essa a data provável da edificação do castelo. Em 1510, o foral foi renovado por D. Manuel e em 1527, foi elevado a cabeça de condado por D. João III a favor de Luís da Silveira, Guarda-mor do rei.


Este é um castelo de montanha, românico e gótico, com intervenção manuelina. O perímetro urbano é de traçado ovalado irregular. A Cidadela está situada no lado exterior da cerca, com a Torre de Menagem, de planta quadrada no centro do recinto.
O perímetro urbano muralhado possui quatro portas.

A Porta da Vila (ou do Concelho), a Este em arco quebrado e coberta com abóbada concordante.
A Porta Nova, no lado oposto (ou Porta Nova da Vila) com arco pleno e abóbada de berço.
A Porta Falsa, a Noroeste em arco-quebrado.
Outra Porta Falsa a Sul, junto ao castelo com arcos no exterior e no interior.
A Noroeste, localiza-se a Torre do Facho, perto da Porta Falsa. É uma Torre de planta quadrada e junto à Porta da Vila, encontra-se um torreão de vigia de planta circular e coroamento cónico. A Torre de Menagem, no centro da Cidadela tem planta quadrada e um piso.
A ocupação desta região teve início no século XII - XIII. A sua localização privilegiada resulta de uma opção estratégica, por forma a dominar toda a região envolvente.
Ao longo dos séculos a estrutura defensiva sofreu diversas reparações e melhoramentos. D. Dinis, D. Fernando e D. Manuel foram os impulsionadores destes melhoramentos, tendo este último concedido o foral a Sortelha e construiu o pelourinho.
O Castelo é considerado monumento nacional desde 1910. Dentro das suas
muralhas tudo se organiza em torno da rua principal, a Rua da Fonte e a Rua Direita que ligam a Porta da Vila à Porta Nova. Salientam-se ainda o Largo do Corro e o Largo do Pelourinho.

A freguesia de Sortelha possui 800 habitantes, cujas principais actividades económicas são a agricultura, a pastorícia, a indústria hoteleira, a indústria de tapeçaria, a construção civil, as termas, o comércio e os serviços.
Sortelha é uma das mais antigas povoações do nosso País. Foi sede de Concelho até à sua extinção em 1855. Actualmente é uma das mais bem conservadas Aldeias Históricas da Beira Interior.





MONUMENTOS

Passos da Via Sacra - O conjunto é constituído por cinco passos espalhados pela povoação. Decorados com motivos barrocos - nicho de lintel recto, coroamento com volutas, rosetas, triângulos e lintel saliente - assemelham-se a uma cornija.

Igreja Matriz - Provavelmente erguida em 1573 - data inscrita no portal - esta igreja corresponde a uma igreja renascentista. Dedicada a Nossa Senhora das Neves, sofreu profundas alterações ao longo dos séculos.

Capela de S. Sebastião - Encontra-se isolada no caminho que nos conduz ao núcleo amuralhado. Com uma planta longitudinal simples, apresenta na fachada principal um portal em arco pleno. No seu interior podemos observar um retábulo em talha pintada, sendo o pavimento e o tecto forrados a madeira.





FESTIVIDADES

Festa de Sto. António - Festa popular realizada em Agosto por honra a Sto. António.
Seus mordomos são os rapazes solteiros. Leva-se o Santo para a igreja onde é enfeitado e colocado no seu andor. Pela manhãzinha acorda-se ao som de estrondeante alvorada de foguete. Mais tarde, ao repenicar dos sinos, o povo junta-se na igreja paroquial. Ali se organiza a procissão até à capela do Santo, à qual se dá uma volta, com o foguetório a animar.

Festa de Sto. Antão - Realiza-se na 2ª feira de Pascoela.
Antigamente, os lavradores enfeitavam os seus animais, os carros de tracção animal e sobre as suas montadas engalanadas acolitados pelos criados vestidos tipicamente, tomavam parte na dianteira da procissão.



Gastronomia: • Cabrito e Borrego Assado na Brasa; • Caldeirada de Cabrito; • Coelho à Caçador confeccionado na Panela de Ferro; • Perdiz Estufada; • Bacalhau; • Pita Amarela; • Enchidos; • Pão-de-ló; • Ovos Esquecidos
Outros sabores que se podem descobrir à mesa são os enchidos, a perdiz, a sopa do lavrador, o doce de castanhas, o doce de abóbora, as papas de milho, e o pão de ló. Ao nível do artesanato realça-se o bracejo, os tapetes de arraiolos, os panos de linho, as mantas de farrapos, as flautas e as esculturas em pedra.

* Galeria Fotográfica

* Rancho Folclórico

* Junta de Freguesia de Sortelha

OUGUELA

Um blog com Vida



Passeio em Ouguela

"Ouguela é uma jangada de pedra e cal erguida no topo de uma breve colina, entre manchas de sobreiros e extensos olivais. Mais razões não houvessem, a deslocação valia pela soberba paisagem que se abarca do alto dos torreões do velho castelo raiano: a vasta – quase infinita – planura alentejana, só interrompida pela silhueta abrupta da Serra de S. Mamede e os contornos do castelo de Albuquerque, já em terras espanholas. Quando o Inverno se aproxima, o maior espectáculo consiste em ficar ali até ao crepúsculo, altura em que bandos de grous sobrevoam os campos à procura de um lugar para passar a noite."


Barragem do Abrilongo


Castelo de OUguela

Foi construído junto à ribeira de Abrilongo, perto do Xévora, a onze quilómetros da sede do concelho e a três da fronteira espanhola. Modificado e modernizado, devido à sua importância como fortaleza fronteiriça, o castelo conserva da construção primitiva a porta principal com arco ogival, cilharia aparente e alguns panos de muralhas, assentos de torres assim como parte de duas torres grandes emparelhadas. O restante é tudo obra dos séculos XVII e XVIII.


Nossa Senhora da Enxara


A Escola

"Na Escola de Ouguela somos cada vez mais! Da Escola da Ponte de Sor chegaram 6 novos alunos: A Iza e a Marta são duas irmãs gémeas quase iguais e têm 8 anos. O Manuel é o Irmão mais velho e tem 12 anos. No dia seguinte chegaram mais três irmãos: a Mónica (12 anos) a Maria João(10 anos) e o António (6 anos). Com o Eduardo, a Iria, o Luís, o Tiago e o Tom, já somos 11 alunos."

antes...

...e depois



É o Professor António Mendes que assina o blog "Ouguela com vida"

Ouguela - A Aldeia dos irredutíveis

"Entre o Xévora e o Abrilongo, lá onde acaba o caminho..."
(texto de João Pedro Oliveira in DN)

Miranda do Douro

Sete Mares



Miranda do Douro, cidade da província de Trás-os-Montes, sede de concelho e do distrito de Bragança.
Está situada na parte mais meridional da província, sobre a margem direita do rio Douro, que a separa da província de Leão, Espanha, em terreno montanhoso e acantilado. Conquistada pelos Árabes em 716, estes deram-lhe o nome de Mir-Andul, que depois se corrompeu no actual de Miranda.
Mas diz o padre António Carvalho da Costa, Coreografia Portuguesa, com outros escritores portugueses que Miranda foi uma cidade importantíssima no tempo dos romanos, que lhe deram o nome de Conticum, depois de Paramica, e por fim de Seponcia.
O ex-libris da cidade é, naturalmente, a antiga Sé. A atribuição do título de cidade a Miranda remonta a 1545, no reinado de D. João III, altura em que se tornou também sede episcopal.


As 16 Freguesias do Concelho

A Língua Mirandesa

Em Miranda, espere ouvir falar mirandês. Após a sua descoberta pelo filólogo Leite de Vasconcelos, o mirandês despertou um interesse crescente ao longo do século XX. Em 1999, foi reconhecido oficialmente o seu estatuto de língua. Actualmente, os estudos sobre o mirandês multiplicam-se.



Além da língua, também na música e na dança se afirma a identidade de Miranda do Douro. Na área geográfica do concelho, os pauliteiros fazem perdurar uma tradição antiga, que toca o viajante pela espectacularidade e pelo colorido do som e do movimento.



Gastronomia


Monumentos

Escritores Transmontanos

Miguel Torga (Sabrosa)

"Tal como o camponês, que canta a semear
A terra,
Ou como tu, pastor, que cantas a bordar
A serra
De brancura,
Assim eu canto, sem me ouvir cantar,
Livre e à minha altura.
Semear trigo e apascentar ovelhas
É oficiar à vida
Numa missa campal.
Mas como sobra desse ritual
Uma leve e gratuita melodia,
Junto o meu canto de homem natural
Ao grande coro dessa poesia."


ou Guerra Junqueiro (Freixo de Espada à Cinta)

"Ai, há quantos anos que eu parti chorando
deste meu saudoso, carinhoso lar!...
Foi há vinte?... Há trinta?... Nem eu sei já quando!...
Minha velha ama, que me estás fitando,
canta-me cantigas para me eu lembrar!..."

Santa Cita

O blog

Uma pequena localidade nos arredores de Tomar.

Como apareceu Santa Cita?
Nos arredores de Tomar, em meados do Século II, viviam numa quinta, Caio Átilo e Cássia, que tinham uma criada chamada Zita ou Cita. Esta era muito bonita e temente a Deus.
Durante uma perseguição movida por emissários, enviados de Sellium - nome que os romanos deram à povoação existente nas margens do rio Nabão que deu origem a Tomar, no ano de 155, Zita ou Cita foi levada a um monte sobranceiro à quinta e sofre cruel martírio.
Os cristãos das vizinhanças deram-lhe sepultura sagrada naquele local, onde mais tarde foi erigida uma capela à volta da qual se formou a povoação de Santa Cita.

saiba mais…



Festa dos Tabuleiros – A mais conhecida festa do Concelho

A Festa dos Tabuleiros realiza-se no princípio de Julho, de 4 em 4 anos. A sua origem remonta ao Culto do Espírito Santo, criado pela Rainha Santa Isabel
De início o espírito da Festa era louvar o Espírito Santo, levando aos pobres o pão dos Tabuleiro, o vinho transportado num carro de bois, e a carne destes animais após a sua bênção .
Os tempos foram evoluindo, e a festa foi-se tornando mais laica, embora haja sempre a preocupação na pureza dos Trajos dos participantes na procissão e na lembrança do "espírito" religioso que lhe está subjacente.
Ao Cortejo dos Tabuleiros, ponto alto dos festejos, associa-se a um rico conjunto de intervenções culturais e recreativas, dos quais se destacam o Cortejo dos Rapazes, o Cortejo do Mordomo, as Ruas Populares Ornamentadas, os Jogos Populares, os Cortejos Parciais, os Arraiais Populares e a Pêza, ou distribuição de alimentos.
Este ano o Festival dos Tabuleiros realiza-se de 25 de Junho a 7 de Julho.

Novo Blog



Raízes vai tentar descobrir onde nasceram os blogs. Ou melhor, quem os edita.
Saber mais um pouco deste Portugal profundo e, muitas vezes, desconhecido. Vou começar pelos amigos.

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